terça-feira, 15 de janeiro de 2008
Todo esforço será recompensado!
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
Fiquemos à sombra!
O sábio é aquele que nunca sai debaixo da árvore, onde há o real conforto, a sombra que impede o sol e seu calor de esquentá-lo.
O calor e o sol escaldante é como a ignorância do Si mesmo. É a zona para a qual o ignorante vive constantemente se projetando. A mente, o ego.
O homem ignorante, algumas vezes desfruta da paz do Ser, mas na maior parte do tempo vive saindo para fora dessa sombra indo para essa zona de grande calor, que é a profusão de pensamentos, a mente. E dá demasiada importância a eles.
ShrI Ramana MahArshi diz que não há mente apartada do pensamento. E isso, podemos todos perceber por nossa própria experiência. Quando não há pensamentos, não há mente. Um exemplo é um dos muitos dados pelos Upanishads (escrituras vedânticas): Durante o sono profundo, não há pensamentos. Portanto, não há mente. Não há manifestação deste mundo tal qual cremos ser real. Quando entramos em sonho ou acordamos para o estado de vigília, surge a mente com o primeiro pensamento possível: o pensamento-eu. A partir deste, todos os outros pensamentos podem surgir. Quando existe mente, existe pensamento e existe o mundo manifesto, tal qual acreditamos ser real por si mesmo. Mas quando não há mente, no sono profundo, não há manifestação do corpo físico, nem de pensamentos e nem deste mundo. O que nos faz observar que este mundo não tem realidade independente de Nós (o SER). Mas quando não há mente, nós continuamos a existir, como o próprio Ser. Daí a importância do estado meditativo (no qual se está completamente presente no Si-mesmo, e não na mente), pois nesse estado a mente se aquieta e tudo aquilo que existe a partir da existência da mente (o mundo) desaparece junto com ela nesse estado de Ser. Tudo o que surge na mente não é real em Si mesmo. O Ser é o único real em Si.
OM PAZ!
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
PARE, AGORA...
Fique um pouco em cada questão, de olhos fechados, sem julgamentos. Apenas observe!
- Qual a sensação no corpo? Agora?
- Como é a respiração? (Não mude-a, perceba-a!)
- Como é a postura do corpo? (não mude-a, perceba-a!)
- Como é ser o que está sendo aí, agora? (não julgue, apenas concorde com o que é!)
- Quem é que está observando, e o quê?
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
Ondas e mais ondas...
Muitas vezes, a mente está como as águas nessa figura, ao lado... Tão agitada que não conseguimos discernir corretamente sobre os fatos do mundo ou estímulos que recebemos, e, que por ela, têm de ser processados. Tudo fica confuso, por vezes até a nossa percepção de fatos se distorce. Surgem muitas imagens, muitas lembranças, frases, preocupações...segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
Ser... verbo em gerúndio...
Cada vez mais sinto que "Ser" é verbo a ser conjugado no gerúndio. Como no inglês: Ser = "being". Substitua a idéia de Ser-entidade por Ser-verbo, ou ato de Ser, aqui/agora. Isso desanuvia o entendimento.Singelas sugestões para quem está começando...
1. Local para a prática:
Escolha um local limpo, arejado e tranquilo. No começo você precisará de tranquilidade. Com o tempo de prática, poderá se concentrar e meditar onde quiser. De preferência, escolha um local específico e estabeleça-o para ser o seu local de prática. Se você mora com família ou amigos, escolha o seu quarto e encontre um canto onde possa se sentar confortavelmente. Se morar só, procure ter um cômodo, se possível, somente para isso. Ter um espaço para somente meditar é muito bom e nos ajuda muito a manter a assiduidade da prática porque as energias próprias da meditação ficarão impregnadas ali, o que facilitará a sua entrada no estado de concentração, mesmo em momentos em que a mente esteja muito agitada. Se quiser, caso siga alguma religião, poderá montar, neste cômodo um altar com estátuas de representações divinas, fotos de santos e mestres, etc. Caso não queira, isto não é imprescindível.
2. Preparação:
Sempre muito bom tomar um banho, escovar os dentes antes de praticar. Hábitos de higiene são importantíssimos para uma prática saudável. Procure fazer todas as suas necessidades (urinar e defecar caso seja necessário no momento) antes de sentar-se para meditar. Não é bom sentar-se sentindo, ainda que pouca, necessidade de ir ao banheiro. Isso prejudica o relaxamento do corpo, principalmente das partes genitais. No caso de ter se alimentado antes de praticar, espere pelo menos 40 minutos após a refeição, caso ela tenha sido leve. Se tiver sido uma refeição mais pesada, espere pelo menos 1 hora e meia. Não é bom competirmos com a digestão. Ela queima bastante energias e, se direcionarmos essa energia para a meditação não faremos bem nem a digestão e nem a prática.
3. Postura:
4. Invocação ou prece (opcional):
Por meio de uma prece ou de um simples pedido, se você segue alguma religião, você pode invocar graciosamente o Senhor e santos já realizados, para que você possa ter sucesso em sua prática. Se você não segue nenhuma religião específica, pode simplesmente invocar o Princípio de Vida do universo, ou em você mesmo, e pedir por este sucesso. Lembre-se: Meditação não tem nada que ver com religião, embora muitas, ou praticamente todas a adotem, em algum momento. Se preferir, pode suprimir este passo.
5. Respiração regular:
Muito se recomenda a utilização de uma respiração regular como meio para atingir um certo relaxamento e o estado de interiorização. Um exemplo simples de ser realizado:
- Inspire contando de 1 a 6;
- Retenha pulmões cheios, contando de 1 a 6;
- Exale, contando de 1 a 6.
Mantenha a contagem presente, mentalmente, em ritmo regular e constante e vá repetindo o processo descrito algumas vezes. Pelo menos umas 9 ou 10 vezes é bom repetir. Você perceberá uma mudança no seu estado de mente. Perceberá que, embora ainda haja pensamentos, ela estará mais tranquila e calma. Não há uma quantidade específica de repetições necessárias. Você é que deverá estar atento(a) à necessidade de continuar mais e mais, ou não, conforme esteja a sua mente, se mais agitada, ou mais tranquila.
Ao sentir que já repetiu o processo de respiração regular suficentemente, pare a contagem e apenas inspire mais profundo e exale completamente o ar, por 3 vezes. Então, solte a respiração e não mais a altere.
6. Interiorização:
Deixe o corpo se relaxar mais e mais. Perceba-o se relaxando. Solte os pés e as pernas. Solte mais e mais o períneo e o ânus. Relaxe os músculos das costas, os ombros, os braços e as mãos. Solte o pescoço alongado, de suas tensões. Solte os maxilares e o ponto entre as sombrancelhas. Não pressione as pálpebras. Deixe-as suavemente cerradas. Perceba a sua pele em toda a extensão do corpo; os pontos em que ela se tensiona e os pontos em que há relaxamento. Perceba o contato das pernas, das mãos, da roupa no corpo, etc.
Enquanto vai relaxando e percebendo as partes, já vá procurando manter a sua atenção na sua respiração livre, solta. Solte os controles... Não modifique a respiração. Não se apegue a nenhum som externo. Volte cada vez mais a sua atenção às sensações e para a totalidade do seu corpo. Sinta-se aí, sentado. Permaneça o quanto sentir que é agradável ou possível. Não há determinações específicas de tempo para cada fase da prática, mas é bom tentar permanecer em cada uma delas um certo tempo que poderia durar de 5 a 10 minutos. Mas não é regra. Nada deve ser mecânico, até porque não ficaremos abrindo os olhos para olhar o relógio, certo!? ;)
7. Concetração na respiração:
Vá deixando, aos poucos, as partes do corpo 'de lado'. Concentre sua atenção no 'como' o seu corpo está respirando, sem julgamentos. Não emita nenhum juízo sobre isso. Apenas observe sem modificar a ação, que é só do corpo, neste momento!
Volte para ESTE MOMENTO, na respiração do corpo. Novamente eles vão surgir, é natural. Volte... volte........ volte................ volte............... quantas vezes precisar voltar. Não precisa se irritar com a mente. É assim que ela é.
Continue sentindo o corpo respirar, sem modificar nada, mas agora, comece a imaginar que o ar entra pelas narinas e se aloja no ponto entre as sombrancelhas. Ao sentir que o corpo exala o ar, imagine esse ar saindo por esse ponto entre as sombrancelhas. E assim, fixe-se aí: no ar entrando pelas narinas e se alojando no entrecenho e saindo por ele ao exalar naturalmente. Isso vai aprofundar mais e mais a sua concentração. Agora é permanecer. Chegar aqui é, de certo modo, um tanto difícil... mas quando vc conseguir, sentirá um desejo grande de ficar mais e mais. Se sentir esse desejo, não reprima... esqueça o tempo, esqueça o corpo... desfrute!!
Bom, a partir daqui, não há mais o que querer dizer, porque agora é cada um consigo mesmo. Cada um terá uma experiência específica, de acordo com sua história de vida, com suas crenças, etc, etc... Não dá para padronizar nada. E cada um vai descobrir, por si só, como se conduzir nesta permanência, à medida que as novas experiências forem acontecendo. Agora, posso apenas desejar a todos uma boa prática!!
Abraços e muita PAZ!
